A Melhor Assistente Virtual: Como criar conteúdo com IA?

A Melhor Assistente Virtual: Como criar conteúdo com IA?

Atualizado em:
13/3/2025 20:22

Linha do tempo, ética, aplicações e funcionalidades da IA para aprender a usá-la no trabalho criativo, sem perder sua originalidade.

Linha do tempo da IA, questões éticas, aplicações, funcionalidades e muito mais para você aprender como a inteligência artificial pode te auxiliar a fazer o seu trabalho criativo, sem roubar a sua criatividade.  

Durante as últimas semanas, aconteceu no Rio de Janeiro o Rio Market - o hub de desenvolvimento da indústria audiovisual nacional do Festival do Rio, que contou master classes, workshops, palestras, mesas de debate, rodadas de negócio, fora um ambiente propício para muito network e conexões!  

Entre profissionais do mercado, empresas conceituadas, novos e antigos produtores do mercado, o festival também contou com uma curadoria de temas para ampliar ainda mais a capacitação dos profissionais da indústria criativa.  

Um dos que assistimos foi o workshop “Minha assistente roubou minha ideia: como fazer sua IA a melhor assistente criativa: acertos e desacertos”, que foi de grande valia e aprendizado. E é claro que com esse tema cheio de potencial para facilitar a rotina criativa dos creators, nós não deixaríamos de separar as informações mais importantes para compartilhar com vocês, né? Vamos lá!  

Como a inteligência artificial tem mais de 60 anos e eu só fui perceber que ela existe agora?

Porque nós não estávamos sendo provocados por ela! Apesar de antiga, a nossa ligação com a inteligência artificial até poucas décadas atrás era distante, já que até então ela não tinha uma relação direta com a nossa criatividade.

Porém, com a chegada a Open AI, tudo mudou! Ela serviu como uma vitrine da inteligência artificial para o mundo.  

“Ai, Nestor, mas o que configura Open AI”? Esse termo, geralmente, se refere a plataformas promovem a colaboração e o acesso aberto a ferramentas de inteligência artificial, como o Chat GPT, MidJourney e até o próprio Canva! Normalmente, através dessas plataformas você consegue gerar textos, brainstormings, músicas, designs, layouts, moodboards, criar vídeos e imagens.  

Mas e antigamente, o que configurava inteligência artificial?  

Vamos ver:

  1. Anos 1950-1960: Nessa época, a inteligência artificial estava apenas começando a se desenvolver como um campo de estudo. Pesquisadores como Alan Turing começaram a explorar questões sobre o raciocínio lógico e a possibilidade de máquinas que pudessem "pensar". Também foi nessa época em que os primeiros programas de IA e as primeiras linguagens de programação começaram a ser desenvolvidas.  
  2. Anos 1980: Com o avanço dos computadores, técnicas de aprendizado de máquina começaram a ganhar atenção, tornando dos anos 80 um marco significativo do desenvolvimento da IA. Sistemas especialistas foram criados para resolver problemas em diferentes indústrias, tanto de medicina, quanto de finanças ou engenharia. Foi nessa época que começou o aumento do interesse comercial sobre o tema, o que resultou em maiores investimentos e pesquisas sobre IA.
  3. Anos 1990: Apesar da crescente expansão, a IA ainda era limitada em termos de funcionalidade. Porém, foi nessa época que os algoritmos de aprendizagem das máquinas começaram a ganhar peso e as universidades e centros de pesquisa começaram a investir mais em programas de IA. Outra tendência forte nessa década foi a aplicação de IA em jogos virtuais de tabuleiro, como xadrez, e em videogames.  
  4. Anos 2000: No Y2K, o crescimento da computação em nuvem e o acesso a grandes conjuntos de dados (big data) facilitaram o desenvolvimento de máquinas para desempenharem tarefas mais complexas e contou com o surgimento do deep learning sobre algoritmos e funcionalidades computacionais, além de marcar o começo da integração da IA em produtos e serviços, como assistentes virtuais e chatboots.  
  5. Anos 2010: Foi aqui que a brincadeira começou a ficar séria. Na década de 2010, nós começamos a ver o surgimento do fenômeno das assistentes pessoais virtuais, como a Siri (lançada pela Apple em 2011) e o Google Assistent. Outra inteligência artificial que ganhou força foram os sistemas de recomendação, que cresceram junto com plataformas de streaming como Netflix e Amazon, que começaram a implementar esses sistemas algoritmicos para sugerir produtos com base nas preferências de usuários.  
  6. Anos 2020: Estamos vivendo o futuro, né? Nem chegamos na metade da década de 2020 e muita coisa já aconteceu no que diz respeito ao avanço da IA. Hoje em dia, contamos com diversas ferramentas de IA Generativa que facilitam a geração de textos e imagens a partir de prompts, temos o deep learning cada vez mais profundo, além do crescimento de diretrizes de regulamentação sobre o uso de IA entrando em voga, por conta da crescente preocupação com as implicações éticas sobre privacidade e transparência.

Fora isso, também existem crescimentos significativos no que diz respeito a aplicação de IA na robótica, na automação de serviços e para fins educativos e de treinamento.  

Agora que já vimos essa linha do tempo da evolução da IA, quais dessas funcionalidades nós mais utilizamos no que diz respeito a criatividade e criação de conteúdo audiovisual?  

  • Aprendizado de máquina: um tipo de inteligência artificial que pode aprender por conta própria e melhorar suas habilidades ao longo do tempo.
  • Redes neurais: Tenta reproduzir o cérebro humano do ponto de vista da lógica e do ponto de vista matemático. (Ela não consegue reproduzir nossas emoções, ter os nossos insights humanizados)
  • Processamento de linguagem natural: São nas LLM (largue language models) onde estão todas as ferramentas de palavras e texto. (É a função principal do Chat GPT!)
  • Visão computacional: São ferramentas capazes de reconhecer um volume enorme de imagens (ordenamento de imagens, reconhecimento facial).  
  • Sistemas multiagentes: são combinações de várias ferramentas e programas de inteligência artificial que trabalham juntos, como equipes, para resolver problemas complexos de forma mais eficiente.
  • Raciocínio Automatizado e Lógica: ferramentas de produção, como o próprio Chat GPT, usam muito desse recurso!  
  • Ética e filosofia da IA: “Mas é plágio? Estou roubando ideias? Qual a minha relação ética com essa ferramenta?” Essa interrogação diária que permeia nossas criações está abrindo espaço para uma ampla discussão sobre o assunto e para a implementação de novas diretrizes sobre o tema.  
  • Sistemas especialistas: As recomendações das Netflix e de outros streamings, por exemplo, lidam com essa área de recomendação personalizada e ajudam a melhor distribuição e aproveitamento dos títulos da plataforma.  

Esse movimento de criatividade co-criada (através de machine creativity, IA generativa, autoria algorítmica), juntamente com a otimização compulsória que a inteligência artifical promove aos seus usuários e à empatia programada (por meio de interfaces conversacionais, chatbots empáticos e intimidade artificial) são algumas das macrotendências de IA que nós estamos vivendo no momento.  

Esse fluxo dá espaço para novos debates sobre as maneiras de exercer o trabalho criativo a partir de uma interação entre a mente do ser humano e as capacidades de inteligência artificial disponibilizadas pelas máquinas, no que diz respeito às fronteiras da autoria, da inspiração e originalidade – pauta essa que se fez presente na greve de roteiristas de 2023 e que se faz presente no movimento de criação de novas leis que regulamentem o uso da ferramenta no Brasil, já que hoje em dia, utilizamos muito de IA sem muitas vezes entender o seu funcionamento.  

Por fim, é importante ter em mente é que usar a IA é diferente de fazer uma busca no Google, por exemplo, é importante saber dar o comando, fazer os ditos “prompts”. Você tem interesse nesse assunto? Quer saber mais sobre? Conta pra gente lá na nossa comunidade, no Ninho!  

Espero que essa matéria tenha te elucidado. Vejo vocês na próxima. Fui!  

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